Autor: Élys Vianna
“Eu sou pobre, pobre, pobre,
de marré, marré, marré...
Eu sou rico, rico, rico;
de marré deci.”
Cantigas de roda
do meu tempo de criança...
Ah!...Quanta saudade!...
Sinto vontade de chorar...
Não saem da minha lembrança...
“Ciranda, cirandinha,
vamos todos cirandar...”
Sim, vamos dar a meia volta
de mãos dadas, recordar.
Buscar no passado a ternura,
com alegria vamos cantar...
“Atirei o pau no gato...tô,
Mas o gato...tô, não morreu...”
Eh!...Nada morreu...
tudo está vivo dentro do meu coração.
Parece que foi ontem:...
Lembro-me de cada momento,
de cada brincadeira, de cada emoção...
Cantigas de roda,
cantigas da minha infância querida.
São como uma prece sublime,
espargindo, esperanças pela vida...
“O cravo brigou com a rosa,
debaixo de uma sacada...”
Um dia as brigas cessarão...
Cantigas de roda todos cantarão...
O amor triunfará...
Puros como as crianças,
todos se amarão.




